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Audiência de motorista que matou criança em Sorriso é marcada para dezembro

Acusado de homicídio qualificado em Mato Grosso permanece preso preventivamente enquanto processo tramita.

Por Redação VORA News
Audiência de motorista que matou criança em Sorriso é marcada para dezembro

A audiência de instrução de Gabriel Dombski Welter, de 21 anos, está agendada para o dia 9 de dezembro de 2026, às 13h30. Ele é acusado de provocar o acidente que resultou na morte de Gabriel Gustavo, de 4 anos, em Sorriso, Mato Grosso. A data consta no sistema do Processo Judicial Eletrônico e foi citada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

O acidente ocorreu na madrugada de 12 de julho, na Avenida Blumenau, quando a Land Rover conduzida por Gabriel atingiu a traseira de um Fiat Palio. No veículo atingido estavam a criança, a mãe, Karine da Silva Santos, e o padrasto, Rafael Moura de Sousa, que também ficaram feridos. O motorista está preso preventivamente desde julho.

Um laudo da Politec indicou que o veículo do acusado trafegava a cerca de 96,9 km/h, velocidade superior ao limite da via, que varia entre 30 km/h e 40 km/h. As investigações revelaram que Gabriel estava com a CNH suspensa por dirigir sob influência de álcool anteriormente e que imagens de segurança o mostram consumindo bebidas alcoólicas horas antes da colisão.

Em depoimento à Polícia Civil, o motorista negou ter bebido e alegou que a falta de iluminação impediu a visualização do outro carro, afirmando ter tentado socorrer as vítimas. Um exame de sangue anexado ao processo não identificou álcool, ponto que segue em discussão judicial.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) argumenta que o réu assumiu o risco de causar mortes ao dirigir em alta velocidade e com a habilitação suspensa. A 1ª Vara Criminal de Sorriso tornou Gabriel réu por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, e por duas tentativas de homicídio qualificado.

A defesa solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares via habeas corpus, alegando excesso de prazo. No entanto, o desembargador Agamenon Alcântara Moreno Júnior, do TJMT, negou o pedido liminar em 22 de outubro, mantendo a prisão preventiva do acusado.

A audiência de dezembro servirá para ouvir testemunhas, analisar provas e interrogar o réu. Após essa fase, a Justiça definirá se o caso será encaminhado ao júri popular. O Ministério Público também solicitou uma indenização mínima de R$ 1 milhão, pedido que aguarda decisão judicial.

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