Cotações do agro
Ver mais
Cuiabá
--:--
--°CCuiabá - MT
Tecnologia

Empresário de Rondonópolis é condenado por propina em terras na Bahia

Nelson Vígolo, do Grupo Bom Jesus Agropecuária, e advogado foram sentenciados após negociarem R$ 4 milhões por decisões judiciais.

Por Redação VORA News
Empresário de Rondonópolis é condenado por propina em terras na Bahia

O produtor rural Nelson José Vígolo, proprietário do Grupo Bom Jesus Agropecuária em Rondonópolis, Mato Grosso, foi condenado a 4 anos, 1 mês e 20 dias de prisão. A pena, definida pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deve ser cumprida em regime semiaberto domiciliar.

A condenação ocorreu após a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de que Vígolo e o advogado Vanderlei Chilante negociaram o pagamento de R$ 4 milhões em propina. O objetivo era obter decisões favoráveis em disputas por terras no oeste da Bahia, especificamente na região de Formosa do Rio Preto.

O esquema, investigado pela Polícia Federal na Operação Faroeste, envolvia a desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo e seu filho, Vasco Rusciolelli Azevedo. A magistrada foi condenada a 14 anos e 20 dias de prisão, enquanto o filho recebeu pena de 13 anos e 11 meses, ambos em regime fechado.

De acordo com o MPF, R$ 2,4 milhões foram movimentados entre 2018 e 2020 por meio de entregas em espécie e operações fracionadas. Uma das ações controladas da Polícia Federal identificou o transporte de R$ 250 mil saindo de Rondonópolis em janeiro de 2020.

As investigações apontam que as decisões judiciais eram elaboradas antecipadamente por Júlio César Cavalcanti Ferreira, que atuava como intermediário. As minutas eram enviadas à desembargadora, que realizava correções para evitar inconsistências nos julgamentos.

O ministro Og Fernandes, relator do caso, determinou a perda do cargo público de Sandra Inês, com a cassação de sua aposentadoria e proventos. A acusação indica que os recursos foram usados para adquirir veículos e imóveis de luxo na Bahia, incluindo propriedades na Praia do Forte e no condomínio Le Parc Residential Resort.

Mais notícias de Mato Grosso