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Justiça determina multa para bancos em processo contra empresária em Cuiabá

Instituições financeiras têm dez dias para entregar dados bancários em ação sobre pirâmide financeira em Mato Grosso

Por Redação VORA News
Justiça determina multa para bancos em processo contra empresária em Cuiabá

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que a Polícia Civil cobre novamente, em um prazo de dez dias, os bancos que não enviaram dados para o processo contra a empresária Taiza Tosatt Eleotério. As instituições que não responderem podem ser enquadradas por desobediência e sofrer multa diária de R$ 1 mil, em Mato Grosso.

A ação envolve Taiza, o ex-policial federal Ricardo Mancinelli Souto Ratola e o cirurgião-geral Diego Rodrigues Flores. O grupo é acusado de estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, a DT Investimentos operou entre 2020 e 2022, prometendo rendimentos mensais de 3% a 5% sem autorização legal, resultando em prejuízos de R$ 4,9 milhões para mais de 30 vítimas.

A cobrança aos bancos ocorreu após a defesa de Diego Rodrigues Flores informar que algumas instituições ignoraram pedidos de quebra de sigilo bancário. O Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil também foi intimado. Caso o prazo expire sem resposta, a polícia deverá detalhar ao magistrado quais comunicações foram ignoradas.

Taiza Tosatt foi presa em outubro de 2024, no aeroporto de Sinop, durante a Operação Cleópatra, conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor. Ela permaneceu detida até fevereiro de 2025, quando passou a cumprir medidas cautelares. Ricardo e Diego foram alvos de bloqueio de bens e mandados de busca na mesma operação, embora o médico negue participação na empresa.

O magistrado indeferiu pedidos de perícia contábil da defesa de Diego e a alegação de ausência de mídias de audiência feita pela defesa de Taiza. O juiz afirmou que as provas financeiras provêm de órgãos especializados e que os registros da audiência já constam nos autos desde maio e junho de 2025.

O Ministério Público solicitou um relatório complementar para vincular transações bancárias aos acusados e a outras empresas citadas. O juiz concedeu 30 dias para a conclusão do trabalho, limitando a análise apenas aos fatos desta ação penal para evitar atrasos no processo, que se encontra na fase de diligências finais.

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