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Avicultura de Mato Grosso cresce, mas não supre demanda externa de SC

Aumento nas exportações do estado ocorre após restrições impostas a produtos de Santa Catarina devido à doença de Newcastle.

Por Redação VORA News
Avicultura de Mato Grosso cresce, mas não supre demanda externa de SC

Mato Grosso registrou alta de 24,42% nos embarques de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026, totalizando 90,12 mil toneladas. O crescimento acontece em um cenário de restrições aplicadas por países como China, Chile e Arábia Saudita aos produtos avícolas de Santa Catarina, após a confirmação de foco da doença de Newcastle naquele estado.

Apesar da expansão, o estado não possui escala para substituir totalmente as exportações catarinenses. No primeiro semestre de 2026, Mato Grosso produziu 224 mil toneladas de carne de aves, das quais 56 mil toneladas, ou 25%, foram exportadas. Já Santa Catarina embarcou mais de 646 mil toneladas para o mercado externo no mesmo período.

Felipe Andrade, do Imea, explica que a substituição integral dos volumes de Santa Catarina no curto prazo não seria viável. Ele pontua que a ampliação dos embarques depende de fatores como a capacidade logística e de processamento das empresas, contratos comerciais e as habilitações sanitárias exigidas pelos países compradores.

Entre os principais destinos da carne de frango de Mato Grosso nos nove primeiros meses do ano, a Arábia Saudita lidera com 27,34 mil toneladas. Seguem Hong Kong e China, com 10,77 mil toneladas, e os Emirados Árabes Unidos, com 10,37 mil toneladas. O impacto da suspensão de importações do México é menor, representando 1,59% das vendas estaduais.

A doença de Newcastle é uma infecção viral contagiosa que afeta aves, causando sintomas respiratórios, neurológicos e queda na produção de ovos, mas não oferece risco à saúde humana. O Indea-MT informou que amostras coletadas em 84 granjas comerciais no estado apresentaram resultados negativos para a enfermidade este ano.

Marcos Carvalho, assessor técnico da Famato, ressalta a importância da vigilância contínua e das medidas de biosseguridade para evitar prejuízos. A recomendação é que produtores comuniquem imediatamente ao Indea qualquer sinal suspeito ou mortalidade fora do padrão nas aves.

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