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Justiça exige prova de desligamento de servidor em Cuiabá, MT

Assembleia Legislativa de Mato Grosso deve comprovar que funcionário com contrato falso não recebe mais pagamentos.

Por Redação VORA News
Justiça exige prova de desligamento de servidor em Cuiabá, MT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso possui um prazo de 15 dias para demonstrar que o servidor Vilson José de Jesus permanece fora do cargo e da folha de pagamento. A determinação foi feita pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, após a decisão que declarou a falsidade do contrato de trabalho do servidor tornar-se definitiva.

A sentença anulou a estabilidade e a efetividade concedidas a Vilson em 2001, além de todos os atos que o mantinham como técnico legislativo de nível médio. O magistrado declarou falso o contrato datado de 1º de abril de 1983 e ordenou a exclusão de todos os registros funcionais do período entre 1983 e março de 1995. O Estado e a Assembleia devem interromper qualquer pagamento ligado a essa estabilidade.

Em 2021, o Legislativo havia retirado o servidor do cargo e da folha, mas a decisão foi revertida temporariamente para que Vilson pudesse recorrer. Na ocasião, ele solicitou o retorno ao cargo alegando que a condenação não era definitiva. No entanto, a decisão transitou em julgado no dia 26 de agosto de 2026, tornando a anulação da estabilidade imutável.

O juiz agora busca confirmar se o desligamento realizado em 2021 continua vigente ou se houve o restabelecimento do vínculo e dos pagamentos. A Assembleia deve apresentar documentos atualizados que provem a retirada dos atos anulados da ficha funcional do servidor.

Caso os pagamentos tenham sido retomados, a Assembleia precisará cumprir a sentença de imediato. O Ministério Público, que moveu a ação civil pública contra o servidor, o Estado e a Assembleia, terá cinco dias para se manifestar após a resposta do Legislativo antes da análise final do juiz sobre o encerramento do processo.

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