Vereador de Várzea Grande venderá bens para quitar dívidas de campanha em MT
Caio Cordeiro contratou R$ 88,6 mil a mais do que arrecadou em disputa para deputado federal.

O vereador de Várzea Grande, Caio Cordeiro, do partido Novo, anunciou a venda de itens pessoais e domésticos para pagar débitos de sua campanha a deputado federal em Mato Grosso. De acordo com dados enviados à Justiça Eleitoral, as despesas contratadas até 1º de outubro somaram R$ 321,6 mil, enquanto a arrecadação foi de R$ 233 mil, gerando um déficit de R$ 88,6 mil.
Em vídeo nas redes sociais, o parlamentar explicou que a situação ocorreu porque apoiadores e parceiros não cumpriram compromissos assumidos, resultando em pendências com amigos, fornecedores e parceiros. Cordeiro afirmou que abrirá mão de pertences próprios para encerrar o ciclo corretamente, ressaltando a importância de honrar a palavra e os compromissos assumidos.
A maior parte dos recursos veio de legendas partidárias. A direção nacional do Novo repassou R$ 150 mil, representando 64% do total. A direção estadual do PL em Mato Grosso contribuiu com R$ 60 mil, seguida pela direção estadual do Novo com R$ 20 mil e o próprio candidato com R$ 3 mil. Não houve registro de financiamento coletivo ou doações de pessoas físicas.
Quanto aos gastos, a maior fatia foi destinada a pessoal, com R$ 138,3 mil, o que corresponde a 43% do total contratado. Outras despesas incluíram R$ 40 mil em contabilidade, R$ 32,5 mil em adesivos, R$ 24,5 mil em mobilização de rua e R$ 23 mil para impulsionamento no Facebook. O montante total ficou em cerca de 10% do teto de R$ 3,18 milhões permitido para a função em MT.
Caio Cordeiro obteve 16.720 votos na disputa para a Câmara dos Deputados, mas não foi eleito. Ele destacou que mais de 11 mil desses votos vieram de Várzea Grande. O político, que foi eleito para a Câmara Municipal em 2024 com 3.768 votos, mantém seu mandato atual.
O vereador, que disse ter iniciado a candidatura de última hora, prometeu realizar uma transmissão ao vivo para detalhar os gastos com transparência. Ele não especificou quais bens serão vendidos nem o valor exato das pendências financeiras.
Os dados do Tribunal Superior Eleitoral são parciais e datam de 1º de outubro. A dívida oficial ainda consta como zerada no sistema, pois a informação é consolidada apenas na prestação de contas final, que deve ser entregue pelos candidatos até 30 dias após o pleito.
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