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Política

Operação investiga gravação clandestina de vereador em Várzea Grande, MT

Relatório do Gaeco aponta que presidente da Câmara usaria câmera espiã para coagir parlamentares.

Por Redação VORA News
Operação investiga gravação clandestina de vereador em Várzea Grande, MT

A Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20), investiga a atuação de um grupo estruturado para obter vantagens indevidas e praticar corrupção na administração pública de Várzea Grande, Mato Grosso.

Um relatório do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) indica que o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, teria gravado secretamente o vereador Rogério França Martins, o Rogerinho Dakar. As imagens, divulgadas em agosto, mostram o parlamentar recebendo maços de dinheiro em um escritório localizado na casa da mãe de Wanderley, no Bairro Imperador.

De acordo com o Gaeco, as gravações clandestinas e cartas de renúncia assinadas previamente seriam utilizadas como estratégia de coação. O objetivo seria garantir que os vereadores mantivessem apoio político a Wanderley e votassem por sua reeleição à presidência do Legislativo.

Uma testemunha anônima relatou que o ambiente era preparado com câmeras espiãs para filmar quem aceitasse propostas financeiras. A denúncia menciona ainda que o imóvel passou por reformas estruturais que descaracterizaram o cenário visto no vídeo.

Rogerinho Dakar foi alvo de buscas durante a operação e afirmou que a polícia recolheu documentos do Departamento de Água e Esgoto (DAE) em sua casa. O vereador entregou um dossiê sobre sua gestão na autarquia para auxiliar nas investigações.

Sobre as imagens, o vereador negou qualquer relação com sua vida pública, alegando que o dinheiro era referente a negócios particulares como empresário. Ele afirmou que o vídeo está fora de contexto.

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