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STJ mantém prisão de investigada por lavar R$ 6 milhões em Lucas do Rio Verde, MT

Decisão do ministro Joel Ilan Paciornik nega habeas corpus de suspeita de movimentar recursos para o Comando Vermelho.

Por Redação VORA News
STJ mantém prisão de investigada por lavar R$ 6 milhões em Lucas do Rio Verde, MT

O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão preventiva de Débora Alvarenga Avansi. A investigada é suspeita de movimentar mais de R$ 6 milhões vinculados ao Comando Vermelho em Mato Grosso.

As investigações indicam que o grupo criminoso opera em Lucas do Rio Verde e possui ramificações em outras cidades de MT, além de ligações com organizações em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Débora teria mantido vínculos financeiros com a liderança da facção para ocultar recursos ilícitos.

A quebra de sigilo bancário revelou que, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2025, a investigada registrou R$ 3,24 milhões em créditos e R$ 3,21 milhões em débitos. O montante total de R$ 6,45 milhões foi classificado como incompatível com a renda declarada pela mulher.

A defesa solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares, como a tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar. Os advogados alegaram que a cliente é primária, possui residência fixa, ocupação lícita e que não haveria risco à ordem pública.

O ministro Paciornik rejeitou o pedido ao afirmar que a custódia é necessária para desarticular a estrutura econômica da facção e preservar a ordem pública. O relator destacou que a manutenção da prisão evita a continuidade das atividades financeiras do grupo.

Outro ponto determinante para a decisão foi a condição de foragida da investigada. Segundo o ministro, o fato de Débora estar em lugar incerto e não sabido prejudica a instrução do processo e a aplicação da lei penal.

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