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Vacinas salvaram 154 milhões de vidas, alerta médico em Cuiabá

Especialista destaca risco de reemergência de doenças devido à queda na cobertura vacinal em Mato Grosso e no Brasil.

Por Redação VORA News
Vacinas salvaram 154 milhões de vidas, alerta médico em Cuiabá

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que os imunizantes salvaram 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos, o que representa seis vidas por minuto. O dado foi apresentado pelo pediatra e infectologista Dr. Sandoval Carneiro Filho, cooperado da Unimed Cuiabá, durante participação no podcast Unicast.

O médico explica que a eficácia das vacinas tornou as doenças menos visíveis, reduzindo a percepção de risco da população. Enquanto a varíola foi a única doença humana totalmente erradicada, outras como sarampo, coqueluche, difteria, tétano e poliomielite permanecem controladas, mas podem voltar a circular se a cobertura vacinal diminuir.

Sandoval alerta que médicos recém-formados muitas vezes conhecem essas patologias apenas na teoria, o que pode dificultar diagnósticos. Ele cita a notificação recente de 15 casos de sarampo em São Paulo como exemplo da necessidade de vigilância constante e da importância da imunidade coletiva para proteger os mais vulneráveis.

Embora a adesão infantil seja alta, há preocupação com adultos e idosos que não atualizam a caderneta. O SUS oferece doses contra hepatite B, difteria, tétano, febre amarela e tríplice viral, enquanto a rede privada disponibiliza vacinas contra pneumococo, meningococo e herpes-zóster, esta última indicada para pessoas acima de 50 anos.

O especialista orienta que quem perdeu o prazo de alguma dose não precisa reiniciar o esquema do zero, devendo apenas completar as doses pendentes. Já em casos de perda total da carteira de vacinação, é necessária a avaliação profissional para definir a conduta conforme a faixa etária.

Para pacientes com diabetes, asma, cardiopatias, câncer, doenças reumatológicas ou que usam imunossupressores, existe a possibilidade de acesso gratuito a imunobiológicos especiais via Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRI), mediante encaminhamento médico.

O médico recomenda a busca por informações em órgãos oficiais, como o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Como perspectiva futura, Sandoval aponta a criação de uma vacina contra o HIV como um marco histórico para a humanidade.

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