Estabelecimento ligado a vereador em Tangará da Serra já foi alvo de ação por agressão
Local onde ocorreu homicídio recente já havia sido processado por supostas agressões de seguranças contra cliente.

O Brutus, estabelecimento localizado em Tangará da Serra, Mato Grosso, e ligado ao vereador Maurício José Escobar, do PL, foi cenário de uma ação judicial por supostas agressões cometidas por seguranças. O caso ocorreu antes do homicídio registrado no local na madrugada do último domingo, 11 de outubro.
A ação de indenização, movida em março de 2025, relatava um episódio de janeiro de 2024. Um cliente afirmou ter sido imobilizado com um golpe mata-leão, arrastado para fora do local e agredido com socos e pontapés, solicitando R$ 20 mil por danos morais.
O processo foi encerrado em junho de 2025 por meio de um acordo homologado pela Justiça. A conciliação finalizou a disputa sem que houvesse um julgamento sobre a responsabilidade dos envolvidos nas agressões relatadas.
Recentemente, o local foi palco da morte de Alexandre Bruno Alves Gomes, de 31 anos. O cabo da Polícia Militar Mayko Aparecido de Souza Almeida é apontado como o autor dos disparos que atingiram a vítima após uma discussão.
O policial militar alegou ter sido ameaçado e agredido com um copo arremessado em seu ombro, afirmando que atirou para proteger a própria vida e a de terceiros. Mayko se apresentou ao quartel no domingo e teve a prisão preventiva decretada na segunda-feira, 12 de outubro.
A direção do Brutus informou, via nota, que não compactua com a violência e que disponibilizará as imagens do circuito interno para a Polícia. O estabelecimento afirmou que não há elementos que indiquem sua responsabilidade no homicídio.
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