UFMT apura racismo e misoginia entre alunos de Economia em Cuiabá
Instituição abriu procedimento disciplinar após denúncias de mensagens discriminatórias em grupos de estudantes.

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) iniciou um procedimento disciplinar para investigar mensagens de teor misógino e racista em Cuiabá. O caso envolve estudantes do curso de Economia e foi encaminhado pela Ouvidoria à faculdade nesta segunda-feira, dia 5, para a aplicação das normas do Regimento Disciplinar do Corpo Discente.
As ofensas teriam começado durante um debate político em um grupo de informes gerido pelo centro acadêmico. Após serem removidos desse canal no sábado, os autores teriam mantido as manifestações em um grupo da atlética do curso, de onde também foram excluídos. O Caeco criticou a postura de lideranças estudantis e a presidente da atlética por supostamente minimizar a situação.
Este é o terceiro episódio dessa natureza registrado na UFMT em 2026. Em maio, houve denúncias no curso de Direito sobre a criação de listas que classificavam calouras como estupráveis. Naquele período, a universidade também acompanhou casos em Engenharia Civil, resultando no afastamento cautelar de um aluno para regime domiciliar.
A UFMT informou que a apuração atual seguirá as regras internas, podendo envolver a criação de uma comissão e garantindo o direito de defesa. A instituição não divulgou a quantidade de envolvidos, nomes ou o teor das mensagens, mantendo o processo sob sigilo.
Paralelamente ao processo administrativo, a apuração policial ocorre de forma separada. Crimes de injúria racial ou racismo possuem penas de dois a cinco anos de reclusão, são imprescritíveis e seguem a legislação vigente desde 2023.
Em nota, a universidade reafirmou seu compromisso com a diversidade e a manutenção de um ambiente acadêmico livre de violência e discriminação.
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