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Política

Infidelidade partidária marca articulações para 2026 em Mato Grosso

Movimentos de prefeitos e parlamentares em cidades como Cuiabá e Várzea Grande revelam rupturas internas em legendas.

Por Redação VORA News
Infidelidade partidária marca articulações para 2026 em Mato Grosso

O cenário político em Mato Grosso para as eleições de 2026 apresenta um quadro de incoerência e traições partidárias. Candidatos a cargos majoritários e proporcionais têm adotado rearranjos definidos após as convenções, priorizando projetos pessoais de poder em vez de alinhamentos ideológicos ou estatutários.

No PL, o racha interno é evidente com prefeitos que apoiam o governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, em vez do correligionário Wellington Fagundes. Em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini demonstra preferência por Pivetta, enquanto em Várzea Grande, a prefeita Flávia Moretti também optou pelo governador e avalia migrar para o Republicanos no próximo ano.

Outros gestores do PL, como Sérgio Machnic, em Primavera do Leste, e Cláudio Ferreira, em Rondonópolis, priorizam enfrentamentos futuros e mantêm atritos com Wellington Fagundes. No mesmo partido, o deputado federal José Medeiros, candidato ao Senado, evita pedir votos para Fagundes e atua no atrito contra o candidato da própria chapa.

As contradições atingem também alianças pessoais. A deputada Janaina Riva, do MDB, divide palanque com o deputado Fábio Garcia, do União, apesar de embates públicos por emendas parlamentares e ações judiciais. Riva também se aliou a Virginia Mendes, do União, que anteriormente havia criticado a parlamentar e a chamado de velha política.

Virginia Mendes, embora faça parte da aliança do União com o PP, defendeu o voto em José Medeiros. Além disso, a ex-primeira-dama se aproximou de Riva, afastando-se de Margareth Buzetti, candidata ao Senado pela Federação e amiga recente.

Na Assembleia Legislativa, o ex-deputado Gilmar Fabris, do PSD, articulou a presença de Wellington Fagundes em evento, preterindo a candidata ao Senado de sua própria sigla, Natasha Slhessarenko. O desrespeito às decisões de convenção reflete o esvaziamento ideológico dos partidos no estado.

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