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Mato Grosso registra queda em casos de estupro de vulnerável

Ações de segurança pública e acolhimento buscam reduzir índices de violência sexual infantil no estado.

Por Redação VORA News
Mato Grosso registra queda em casos de estupro de vulnerável

Mato Grosso apresentou uma redução de aproximadamente 19% nas ocorrências de estupro de vulnerável entre 2024 e 2025. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), os registros passaram de 1.983 para 1.601 no período. O estado ficou na nona posição nacional na taxa desse crime, com 42,8 registros por 100 mil habitantes.

A segurança pública de MT atua com a responsabilização criminal de suspeitos, proteção de vítimas e iniciativas educativas. Entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) deflagrou 44 operações de combate à violência sexual infantil.

A delegada Layssa Crisóstomo, da Polícia Civil de Sorriso, explica que esses crimes geralmente ocorrem na clandestinidade, sem provas oculares ou testemunhais. Para evitar a revitimização, o protocolo impede o contato direto de policiais com menores, utilizando psicólogos para colher as informações de forma lúdica.

A psicóloga Amanda Caroline Ferreira de Sousa, que atuou na Casa de Acolhimento em Várzea Grande, destaca que as marcas emocionais podem se manifestar como irritabilidade, retraimento, pesadelos ou comportamentos sexualizados inadequados para a idade. Ela ressalta a importância de ouvir a criança sem julgamentos e sem pressão.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que 63,3% dos casos de estupro e estupro de vulnerável no Brasil em 2025 ocorreram em residências, totalizando 61.076 vítimas. O levantamento também aponta alta de 25,3% nos crimes de produção, posse e distribuição de material de abuso sexual infantil, com 4.063 ocorrências em 2025.

O caso de Gabriel, natural de Guiratinga, exemplifica a subnotificação. Vítima de abusos cometidos por um tio desde os quatro anos, ele só revelou a situação à família aos 22 anos. Gabriel relata que a falta de informação na infância impediu que ele compreendesse a violência e buscasse ajuda precocemente.

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