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Educação

Mais de 60% dos professores da rede pública de Mato Grosso têm burnout

Levantamento aponta esgotamento profissional entre educadores em MT, com maior impacto entre as mulheres.

Por Redação VORA News
Mais de 60% dos professores da rede pública de Mato Grosso têm burnout

Um levantamento realizado pelo professor e pesquisador Helvécio Pereira Lopes indica que mais de 60% dos docentes da rede pública em Mato Grosso apresentam sintomas de burnout. A síndrome, ligada ao estresse crônico no trabalho, afeta principalmente as mulheres e é caracterizada por exaustão, redução da eficácia profissional e distanciamento mental.

O cenário de adoecimento é impulsionado pela sobrecarga de tarefas que extrapolam a sala de aula. O planejamento de aulas, a correção de atividades e as demandas administrativas, somados às preocupações com os estudantes e cobranças de famílias, comprometem a saúde mental dos profissionais.

A professora Ingrid Velasco, que atua na educação há cinco anos, relata que as responsabilidades pedagógicas são acompanhadas por demandas familiares externas ao ensino. Para enfrentar as pressões da carreira e da vida pessoal, a docente realiza acompanhamento psicológico há sete anos.

Bella Kilomba, presidenta do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP-MT), afirma que o esgotamento não deve ser visto como uma dificuldade individual. A psicóloga alerta que a sobrecarga pode gerar quadros de depressão e ansiedade, além de motivar o abandono da profissão.

A pesquisa destaca a urgência de políticas públicas para a prevenção do esgotamento e o suporte à saúde mental dos trabalhadores da educação. O acesso ao tratamento psicológico ainda é apontado como um desafio para parte da categoria.

A professora Ingrid Velasco expressa preocupação com a permanência de profissionais na área. Ela defende que os educadores tenham condições de cuidar da saúde para evitar a falta de professores nos próximos anos.

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