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Analistas explicam oscilação de votos em Lula em Mato Grosso

Estado historicamente conservador elegeu o petista em 2002, mas passou a rejeitar o candidato em pleitos recentes.

Por Redação VORA News
Analistas explicam oscilação de votos em Lula em Mato Grosso

Desde o fim da Ditadura Militar, Mato Grosso registrou preferência pelo Partido dos Trabalhadores apenas em 2002, na primeira eleição de Luís Inácio Lula da Silva. Fora esse episódio, o estado manteve a tendência de votar em candidatos de centro ou de direita.

O analista Alfredo da Motta Menezes explica que, em 2002, o setor do agronegócio em Mato Grosso estava insatisfeito com o governador Dante Martins de Oliveira, do PSDB, por concentrar investimentos na Baixada Cuiabana. Essa revolta teria levado o grupo a apoiar Lula contra o PSDB em nível nacional.

Naquela mesma disputa, Dante de Oliveira ficou em terceiro lugar para o Senado com 19,83% dos votos, sendo derrotado por Jonas Pinheiro e Serys Slhessarenko. O analista Onofre Ribeiro acrescenta que a falta de apoio de Fernando Henrique Cardoso ao aliado José Serra também teria favorecido a vitória de Lula no estado.

A partir de 2014, a disputa entre partidos foi substituída por uma polarização entre figuras políticas, especificamente Lula e Jair Bolsonaro. Onofre Ribeiro destaca que Mato Grosso sempre foi alinhado à direita, com forte influência de partidos como Arena, PDS e PFL.

Para o analista João Edson, o bolsonarismo cresceu em Mato Grosso ao aproveitar a insatisfação popular com escândalos de corrupção no governo de Dilma Rousseff. Ele define o movimento atual não como direita legítima, mas como uma revolta marcada por discursos de ofensa e exagero.

Segundo João Edson, a polarização de 2022 e os eventos de 8 de janeiro prejudicaram a imagem do governo Lula no estado. O analista afirma que a sociedade foi inflamada por argumentações fora da realidade, o que impactou a aceitação do atual presidente.

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