MPMT apura denúncia contra vice-prefeito de Peixoto de Azevedo
Representação questiona acúmulo de funções, renda mensal e pagamentos a familiares na saúde de Mato Grosso.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recebeu uma denúncia contra o vice-prefeito de Peixoto de Azevedo, José Agnaldo Paranhos Souto. O médico é suspeito de acúmulo de atividades remuneradas na saúde pública, além de possíveis conflitos de interesse envolvendo a Associação Filantrópica de Saúde Santa Maria.
A representação indica que a renda mensal do vice-prefeito, somando o mandato e atividades profissionais, seria de R$ 82 mil, valor que teria subido para R$ 92 mil em janeiro de 2026. Os denunciantes pedem a verificação da compatibilidade dessas jornadas e dos rendimentos.
Documentos anexados citam nove notas fiscais que totalizam R$ 109.666,68 por serviços médicos entre agosto e dezembro de 2025. Os pagamentos teriam sido feitos via empresa de Luana Todescatto Eller, esposa de José Agnaldo, que justificou a medida por problemas em sua própria pessoa jurídica.
A denúncia menciona ainda repasses a familiares. A empresa da esposa teria recebido R$ 56.375 em três meses, enquanto uma irmã do vice-prefeito teria recebido R$ 7 mil em agosto por serviços farmacêuticos. Um cunhado também é citado em nota de R$ 16.250 como segundo médico da UPA.
O pedido ao MPMT solicita o cruzamento de escalas, registros de ponto e prontuários para checar a execução dos serviços. Também é questionado se o vice-prefeito, que assumiu a gestão do contrato com a Associação Santa Maria em maio de 2026, fiscalizava o acordo enquanto recebia pagamentos da entidade.
O caso ocorre paralelamente a outro processo na saúde de Peixoto de Azevedo, no qual o Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve o afastamento do prefeito Nilmar Nunes de Miranda e o bloqueio de bens no valor de R$ 1,55 milhão por suspeitas em contratos de unidades de saúde.
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