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CNJ prorroga prazo de investigação contra desembargador do TJMT em Cuiabá

Processo Administrativo Disciplinar sobre suspeita de venda de sentenças terá mais 140 dias para conclusão.

Por Redação VORA News
CNJ prorroga prazo de investigação contra desembargador do TJMT em Cuiabá

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, conceder mais 140 dias para a conclusão das investigações disciplinares contra o desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá. A decisão ocorreu em sessão virtual entre 25 de setembro e 2 de outubro, seguindo o voto do relator Paulo Régis Machado Botelho.

O magistrado, afastado do cargo desde agosto de 2024, é investigado por suposto envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais. As suspeitas surgiram após a análise de mensagens no celular do advogado Roberto Zampieri, morto em Cuiabá em dezembro de 2023.

As investigações apontam que Ferreira Filho teria recebido presentes de alto valor, vantagens indevidas e recursos de empresas ligadas a Zampieri. Também foram analisados os gastos do desembargador com cartão de crédito durante o ano de 2023.

Nos autos do processo, consta que o desembargador adquiriu imóveis de luxo no valor total de R$ 5,1 milhões, mas declarou à Receita Federal apenas R$ 123 mil. Há a suspeita de que terceiros tenham sido usados para pagar a diferença dos valores.

Ferreira Filho utiliza tornozeleira eletrônica desde novembro de 2024, após ser alvo de busca e apreensão na Operação Sisamnes. O caso é objeto de Processo Administrativo Disciplinar sigiloso no CNJ e de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Esta é a segunda vez que o CNJ amplia o prazo do processo, que foi instaurado em agosto do ano passado. Em fevereiro deste ano, já haviam sido concedidos outros 140 dias para a instrução processual e produção de provas.

A decisão de afastamento também envolveu o desembargador Sebastião Moraes Filho, que foi aposentado compulsoriamente pelo TJMT. Ele também é alvo de PAD no CNJ e de investigação no STJ.

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