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Procurador preso por suspeitas no TCE retorna à Assembleia em Cuiabá

Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, investigado por receber R$ 32,3 milhões, deixa de estar cedido ao Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Procurador preso por suspeitas no TCE retorna à Assembleia em Cuiabá

O procurador legislativo Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, preso desde 29 de outubro na Operação Tomada de Contas, não está mais cedido ao Tribunal de Contas de Mato Grosso. A decisão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, encerrou a cessão a partir de 3 de novembro, com publicação oficial ocorrida na sexta-feira, dia 6.

Grhegory atuava como consultor jurídico-geral no TCE desde 2020. De acordo com a Polícia Federal, ele é o maior beneficiário de pagamentos sob investigação no tribunal, tendo recebido R$ 32,3 milhões entre janeiro e outubro de 2025. Desse montante, R$ 31,7 milhões foram depositados fora da data de pagamento de salários em 12 contas de nove bancos diferentes.

Com o fim da cessão, o servidor retorna ao quadro de procuradores da Assembleia, onde é concursado. O presidente da Casa, deputado Max Russi, afirmou que um servidor efetivo não pode ser demitido sem a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Até a publicação do ato, não havia registro de processo disciplinar aberto contra o procurador.

A investigação aponta que, em julho de 2025, o consultor abriu uma empresa de criação de cavalos de rédeas. Em outubro, período de maior volume de recebimentos, ele adquiriu um veículo Land Rover Defender no valor de R$ 735 mil. Imagens de câmeras do Sicoob, dentro do TCE, registraram o servidor guardando blocos de dinheiro em uma mochila no dia 12 de novembro de 2025.

Simultaneamente ao encerramento da cessão, o conselheiro Waldir Teis, presidente interino do TCE, exonerou Grhegory do cargo de consultor jurídico-geral. A medida fez parte de uma lista de 16 investigados afastados de funções comissionadas no tribunal.

A Procuradoria-Geral da República havia solicitado ao STJ que a suspensão do servidor alcançasse também sua função de origem na Assembleia, proibindo sua entrada no prédio e novas nomeações. O ministro Og Fernandes determinou a prisão preventiva, classificando o consultor como articulador financeiro e jurídico do grupo investigado.

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