Senador Zé Medeiros aciona órgãos federais contra a UFMT em Cuiabá
Parlamentar pede investigação sobre uso político da universidade e dados sobre tráfico de drogas no campus.

O senador eleito Zé Medeiros, do PL, iniciou movimentações contra a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O parlamentar acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar se a instituição foi utilizada politicamente em manifestações de apoio ao candidato Lula, do PT.
Medeiros apresentou representações à Procuradoria-Geral Eleitoral e à Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso. O objetivo é apurar se houve uso de servidores, canais oficiais, patrimônio ou decisões administrativas da UFMT para promoção eleitoral, configurando possível abuso de poder ou condutas vedadas a agentes públicos.
Entre os pontos questionados está a suspensão das atividades acadêmicas entre 23 e 26 de outubro, formalizada pela Resolução CONSEPE nº 700/2026. O senador cita a reitora Marluce Aparecida Souza e Silva e órgãos colegiados, mencionando ainda um vídeo de representante estudantil que teria pedido votos para Lula após anunciar a pausa nas aulas.
Paralelamente, o senador protocolou um requerimento ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O documento solicita estatísticas desde janeiro de 2023 sobre ocorrências de tráfico de drogas, operações policiais e medidas de repressão ao crime dentro da UFMT.
As ações ocorrem após o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, associar professores e estudantes da UFMT e da Unemat ao uso de drogas. Tais declarações levaram a Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat) a entrar na Justiça contra o prefeito.
Sobre a suspensão de aulas, a norma prevê que instituições que servem como locais de votação podem interromper atividades entre 23 e 26 de outubro para a preparação de urnas e limpeza posterior, conforme a Justiça Eleitoral e as redes de ensino.
Até o momento, a UFMT não se pronunciou sobre as representações. As solicitações de Medeiros não comprovam irregularidades nem demonstram que a universidade tenha sido usada para fins eleitorais ou comercialização de entorpecentes.
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