Homem acusado de matar esposa com abraçadeira plástica vai a júri em Cuiabá
Réu responde por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime em Mato Grosso.

Teve início nesta terça-feira, 20 de outubro, o julgamento do Tribunal do Júri em Cuiabá, Mato Grosso, de Jackson Pinto da Silva. Ele é acusado de matar a esposa, a empresária imobiliária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, em maio deste ano.
A sessão é presidida pela juíza Mônica Perri, da 1ª Vara Criminal da Capital, e já contou com o depoimento de três testemunhas. O réu, que está detido no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, é assistido pela Defensoria Pública de Mato Grosso.
O Ministério Público de Mato Grosso denuncia que a vítima morreu por asfixia, causada por uma abraçadeira plástica, conhecida como enforca-gato, presa ao pescoço. A empresária também foi encontrada com abraçadeiras nos pés e nas mãos.
A acusação aponta que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, com possível motivação patrimonial. O réu teria realizado movimentações bancárias em benefício próprio para obter controle financeiro sobre bens da vítima.
Após a morte, o corpo teria sido enterrado em um imóvel no bairro Parque Cuiabá, em um buraco aberto com maquinário contratado sob a justificativa de uma obra. Jackson também é acusado de remover câmeras de segurança e simular um sequestro via celular da esposa.
O caso foi revelado quando o acusado registrou uma falsa ocorrência de desaparecimento e resgate. Após questionamentos da polícia, ele confessou o crime e indicou o local do corpo, alegando ter perdido a cabeça e demonstrando arrependimento.
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