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Política

MPT registra 61 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em Mato Grosso

Mais da metade dos casos foram reportados em apenas três dias após o segundo turno das eleições.

Por Redação VORA News
MPT registra 61 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em Mato Grosso

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) contabilizou 61 denúncias de assédio eleitoral desde o início de 2026. Desse total, 31 registros ocorreram entre os dias 26 e 28 de outubro, logo após a segunda etapa do pleito. No período de janeiro a 28 de outubro, o órgão expediu 31 recomendações e instaurou 25 inquéritos civis.

O procurador-chefe do MPT-MT, em exercício, Bruno Choairy, explica que a atuação do órgão visa combater a coação de votos e a influência de empregadores sobre trabalhadores por meio de benefícios ou ameaças. Após as eleições, a preocupação recai sobre punições motivadas por escolhas políticas, como dispensas ou prejuízos no vínculo empregatício.

Em Cuiabá, o suplente de deputado federal Léo Rondon, do PT, solicitou a cassação do mandato do vereador Rafael Ranalli, do PL. A representação alega assédio eleitoral e quebra de decoro parlamentar devido a declarações do vereador que incentivavam a demissão de trabalhadores petistas.

Já em Confresa, a Polícia Civil investiga a divulgação de listas em redes sociais que incentivam boicotes a comerciantes e profissionais liberais por preferência política. Cinco pessoas procuraram a delegacia após terem seus nomes ou estabelecimentos incluídos no material sem autorização.

Choairy ressalta que a opinião ideológica do trabalhador não pode ser critério para punições profissionais. Embora o empregador tenha o direito de demitir funcionários por desempenho ou faltas, a utilização do posicionamento político para justificar a dispensa caracteriza assédio eleitoral.

Para fins de comparação, o MPT-MT registrou 119 denúncias nas eleições gerais de 2022, envolvendo 80 empregadores, e 21 denúncias nas eleições municipais de 2024. O órgão orienta que as vítimas reúnam provas, como mensagens e publicações, para demonstrar a relação entre a retaliação e a preferência política.

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