Vereadores de Cuiabá apresentam maioria de projetos para datas e nomes de ruas
Levantamento aponta baixa produtividade legislativa em Mato Grosso entre agosto e novembro.

Um levantamento baseado em dados do Processo Legislativo Eletrônico da Câmara Municipal de Cuiabá, em Mato Grosso, revelou que os 27 vereadores da capital apresentaram 90 Projetos de Lei entre agosto e o início de novembro deste ano. A média é de menos de um projeto por mês para cada parlamentar.
A análise indica que a maior parte das propostas foca em homenagens simbólicas, normas de costumes e datas festivas. Entre os exemplos estão a criação do Dia Municipal da Capoeira, do Assistente Social e do Neuropsicopedagogo, além da inclusão de festas de bairro no calendário oficial e a alteração de nomes de ruas.
Outras propostas citadas incluem a autorização para orações facultativas em escolas municipais, de autoria de Rafael Ranalli, e o direito de atletas escolherem o uso de camisetas em corridas de rua, proposto por Dra. Mara. Enquanto isso, decisões financeiras e de infraestrutura permanecem sob responsabilidade do Poder Executivo Municipal.
Apesar do volume de pautas simbólicas, houve projetos com foco prático. T. Coronel Dias propôs a aceitação de laudos da rede privada pelo município e a transparência na arrecadação de multas de radares. Outras iniciativas abordaram a saúde bucal de pessoas com deficiência e a inserção de autistas no mercado de trabalho.
O orçamento da Câmara Municipal de Cuiabá foi de R$ 102 milhões em 2025, com previsão de R$ 112 milhões para 2026. O custo anual de cada gabinete ultrapassa R$ 4,1 milhões, valor que cobre subsídios, folha de até 20 assessores e verba indenizatória de R$ 26,4 mil.
No início da legislatura de 2026, 14 dos 27 vereadores receberam valores brutos que somaram R$ 1,532 milhão em janeiro. A maioria desses parlamentares recebeu R$ 111.691, montante que inclui o subsídio mensal de R$ 85.284 e a venda de 30 dias de férias.
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