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Líder do Comando Vermelho é preso no Paraguai e transferido para Mato Grosso

João Batista Vieira dos Santos, conhecido como Virgulino, estava foragido e utilizava documentos falsos.

Por Redação VORA News
Líder do Comando Vermelho é preso no Paraguai e transferido para Mato Grosso

João Batista Vieira dos Santos, apontado como líder da organização criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso, foi transferido para o estado após ser capturado em Assunção, no Paraguai. A prisão ocorreu no dia 3 de setembro, durante a Operação Raspa Brasil, momento em que o investigado utilizava documentos falsos em nome de Raimundo Nonato de Almeida de Souza.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da GCCO/Draco, Gepol, Polícia Nacional do Paraguai e a Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos. Equipes da GCCO/Draco buscaram o detento em Foz do Iguaçu, no Paraná, para realizar o transporte ao território mato-grossense.

O investigado, que já havia sido flagrado com documentos falsos em Pontes e Lacerda em 2023 e usava o nome de Lucas Matos nas redes sociais, é suspeito de diversos crimes. Entre eles estão a participação em um roubo a banco no estilo Novo Cangaço e a coordenação do esquema financeiro Raspa Brasil Nacional em MT.

As investigações apontam que João Batista atuava na definição de diretrizes financeiras da facção e exigia planilhas de arrecadação de estabelecimentos comerciais. Em 2022, ele também foi citado em um caso envolvendo a escavação de um túnel de 257 metros em Cuiabá, que ligava uma residência à Penitenciária Central do Estado.

Outras ocorrências vinculadas ao suspeito incluem a apreensão de quase duas toneladas de maconha em outubro de 2025, em uma chácara ligada a ele. Mesmo foragido, o homem manteve atividades em redes sociais, publicando fotos com armas de fogo e ao lado de uma mulher com cinco mandados de prisão em aberto.

A GCCO/Draco informou que o investigado apresentou alegações de incapacidade mental em processos judiciais. No entanto, a polícia encaminhou dados que mostram comportamentos incompatíveis com tal condição, como a gestão da facção e a realização de videochamadas durante o período em que esteve foragido.

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