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Conselheiro afastado do TCE em Cuiabá comprou carros de R$ 1,27 milhão

Veículos de luxo foram identificados pela Polícia Federal em investigação sobre desvios no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Conselheiro afastado do TCE em Cuiabá comprou carros de R$ 1,27 milhão

A Polícia Federal identificou que Alisson Carvalho de Alencar, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), em Cuiabá, adquiriu dois veículos de luxo avaliados em R$ 1.277.879. As compras, um Porsche Cayenne Coupe Hybrid e uma BMW X2 M35i, ocorreram durante o período investigado pela Operação Tomada de Contas.

De acordo com a representação enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Porsche, modelo 2024/2025, possui valor de referência de R$ 822.618 na tabela Fipe. Já a BMW, modelo 2025/2025, é avaliada em R$ 454.961. Os investigadores apontam que tais aquisições são incompatíveis com a remuneração do cargo ocupado por Alisson.

A investigação revelou que, entre janeiro e outubro de 2025, Alisson recebeu R$ 8.186.496,57 em transferências de contas do Tribunal, quando ainda era procurador-geral do Ministério Público de Contas. O montante, dividido em 113 transações, representa 71,72% de todos os pagamentos feitos aos quatro procuradores de Contas no período.

O relatório da PF detalha repasses mensais superiores a R$ 600 mil a partir de março de 2025, com picos de R$ 1.147.550,66 em maio e R$ 1.007.836,02 em junho. Foram identificados pagamentos sucessivos, inclusive por meios destinados a fornecedores, divergindo do padrão dos demais integrantes da carreira.

A Polícia Federal também analisa a ACA Holding Patrimonial Ltda., empresa da qual o conselheiro é sócio com a mãe e o irmão. O objetivo é apurar a origem dos recursos e a compatibilidade entre a evolução patrimonial e os pagamentos recebidos.

A Operação Tomada de Contas, autorizada pelo ministro Og Fernandes do STJ, investiga desvios de recursos públicos e pagamentos milionários fora dos padrões do órgão. Além do afastamento de Alisson, a Justiça determinou a prisão preventiva do presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida, e de outros cinco investigados.

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