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Inteligência artificial

Projeto de lei quer restringir uso de IA e dados sigilosos no governo de MT

Proposta do deputado Júlio Campos proíbe que respostas de inteligência artificial sirvam como única justificativa para decisões administrativas em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Projeto de lei quer restringir uso de IA e dados sigilosos no governo de MT

O deputado estadual Júlio Campos apresentou, na Assembleia Legislativa em Cuiabá, um projeto de lei para regulamentar o uso de inteligência artificial generativa por órgãos e servidores do governo de Mato Grosso. A proposta, lida em sessão na quarta-feira (14), busca modernizar os serviços públicos mantendo a proteção de documentos do Estado e dados pessoais.

O texto proíbe o envio de informações sigilosas para plataformas externas, como o ChatGPT, sem que haja fundamento legal e garantias de segurança. Para o parlamentar, a tecnologia oferece eficiência administrativa, mas exige cautela contra a exposição de dados e a falta de confiabilidade de alguns conteúdos produzidos.

De acordo com o projeto, a simples disponibilidade de uma ferramenta ou a contratação de uma assinatura não autoriza o compartilhamento de dados protegidos. Órgãos públicos deverão identificar trechos sigilosos em documentos e, sempre que possível, utilizar dados anonimizados ou fictícios ao alimentar sistemas externos.

A proposta determina que conteúdos gerados por IA em atividades oficiais passem por conferência para evitar riscos como referências inexistentes, informações incorretas ou resultados discriminatórios. O uso da tecnologia como apoio não será suficiente, de forma isolada, para justificar atos administrativos.

A responsabilidade final pelas decisões permanecerá com a autoridade competente ou o servidor, conforme a lei. Em processos que impactem direitos de terceiros, devem ser mantidas as garantias de supervisão, contestação e revisão.

O projeto preserva a autonomia de órgãos com independência constitucional para criarem suas próprias normas de segurança e não estabelece novas penalidades, mantendo a proteção de dados sob a legislação federal.

A matéria ficará em pauta por cinco sessões ordinárias antes de seguir para as comissões e votação dos deputados. Caso seja aprovado e sancionado pelo governador, o texto entrará em vigor na data de sua publicação.

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