Distribuidora de combustíveis em Várzea Grande (MT) é alvo de operação
Ação do GAECO investiga lavagem de dinheiro e mira executivos do mercado financeiro em sete estados.
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Uma unidade da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana Combustíveis, localizada no bairro Jardim Eldorado, em Várzea Grande, Mato Grosso, foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (24). A ação integra a terceira fase da Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pela Receita Federal.
A investigação apura a existência de organização criminosa e lavagem de dinheiro na compra da distribuidora. O GAECO suspeita que fundos de investimento e empresas tenham sido utilizados para esconder o patrimônio e os reais controladores dos ativos, com a circulação de mais de R$ 120 milhões por contas intermediárias.
Entre os alvos da operação estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá. Também é investigado o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, proprietário da Entre Investimentos e delator em apurações ligadas ao Banco Master.
O Banco Genial informou que Humberto Tupinambá foi destituído e não é sócio ou diretor da instituição desde maio de 2026. A instituição afirmou ter enviado informações ao GAECO e ao Coaf sobre operações envolvendo as empresas Berna e Branson Holdings, além do Fundo Radford.
Além de Mato Grosso, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Espírito Santo. A operação ocorre após outra fase, em agosto, que investigou a sonegação de R$ 7,6 bilhões em impostos por um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, são apontados como líderes da organização, mas não foram alvos desta fase. As defesas de ambos informaram que os clientes desconhecem os fatos e não foram alvos da ação do GAECO.
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