Rondonópolis avalia potencial para atração de data centers em Mato Grosso
Lei federal de incentivos fiscais e infraestrutura local de energia e conectividade podem favorecer a instalação de centros de processamento de dados no município.

A sanção da Lei nº 15.504, em 15 de setembro, instituiu o REDATA, um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter. A legislação oferece incentivos para a instalação de centros de processamento de dados, condicionando os benefícios a critérios de inovação tecnológica e sustentabilidade, com foco na desconcentração regional para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O cenário nacional apresenta expansões significativas, como o financiamento de R$ 233 milhões do BNDES para um data center em Fortaleza e um projeto em Campinas com investimento inicial estimado em R$ 5 bilhões. Em Mato Grosso, a tendência já aparece com a implantação de estrutura pelo Governo do Estado em Cuiabá, além de soluções adotadas pelas prefeituras de Sinop e Sorriso.
Rondonópolis possui condições favoráveis para a atividade, especialmente no quesito energético. O estado conta com oferta de eletricidade renovável via hidrelétricas, energia fotovoltaica e potencial de cogeração a partir de biomassa agroindustrial, o que gera vantagem competitiva em um setor de alto consumo elétrico.
A conectividade também é um ponto positivo, com o município integrado a redes de fibra óptica e eixos nacionais de telecomunicações. A cidade atualizou normas para facilitar a instalação de antenas do 5G e modernizar serviços públicos, podendo transformar sua posição logística de mercadorias em um fluxo de dados.
O principal desafio local é o clima quente, que exige maior esforço energético para a refrigeração dos servidores. Para ser competitivo, o município precisaria de tecnologias de alta eficiência e circuitos fechados de resfriamento, visando reduzir a perda de energia e o consumo de água em períodos de seca.
A estratégia de atração de investimentos em Rondonópolis poderia focar em data centers voltados ao agronegócio, atendendo fluxos logísticos e unidades agroindustriais. A proximidade entre o processamento e a geração de dados reduziria a latência e aprimoraria a velocidade de resposta das aplicações regionais.
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