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Política

Mulheres ocuparão duas de 24 cadeiras na Assembleia de MT

Eleição de Samantha do Abilio e Alessandra Ferreira ocorre quase 70 anos após a primeira deputada estadual em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Mulheres ocuparão duas de 24 cadeiras na Assembleia de MT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso terá duas mulheres entre as 24 cadeiras a partir de 2027. Samantha do Abilio, do PL, e Alessandra Ferreira, do Podemos, foram eleitas no último domingo, em um cenário onde as candidaturas femininas representaram 34% dos registros no estado, mesmo índice observado em 2022.

A trajetória feminina no legislativo de MT começou em 1958 com a eleição de Oliva Enciso. Professora e ex-vereadora de Campo Grande, ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo, atuando na educação e assistência social entre 1959 e 2063, período anterior à divisão do estado.

A historiadora Dejenana Keila Oliveira Campos explica que a presença feminina na vida pública foi impulsionada pela educação, imprensa e organizações de mulheres. No entanto, a estrutura política estadual foi marcada pelo patriarcado e coronelismo, exigindo que as mulheres buscassem reconhecimento via atuação social e escrita.

Madalena Rodrigues, do Nuepom-UFMT, afirma que a política de Mato Grosso é patriarcal e cercada por homens, com barreiras que envolvem gênero, raça e classe. A cientista política Christiany Fonseca acrescenta que a maioria feminina no eleitorado não se traduz em representação devido a dificuldades de acesso a recursos, partidos e redes políticas.

A ex-deputada Vera Araújo, a Verinha, relata que a disputa pelo poder exigia a prova constante de competência para evitar julgamentos baseados no gênero. Ela destaca a dupla responsabilidade da mulher, que muitas vezes carrega a culpa por eventuais problemas familiares ao optar pelo espaço público.

A chegada de Samantha e Alessandra acontece 16 anos após a última vez que duas mulheres foram eleitas simultaneamente para mandatos titulares na Casa, ocorrido em 2010 com Luciane Bezerra e Teté Bezerra. O histórico da ALMT inclui ainda Eliane Xunakalo, a primeira mulher indígena a assumir a cadeira temporariamente como suplente.

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