Cuiabá lidera registros de assédio eleitoral em Mato Grosso
Capital concentra quase 42% dos 31 procedimentos contabilizados pelo Ministério Público do Trabalho no estado.

Cuiabá registrou 13 dos 31 procedimentos por assédio eleitoral contabilizados pelo Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) em 2026. O volume representa 41,9% do total estadual, colocando a capital na liderança do levantamento durante o ano de disputas para cargos executivos e legislativos.
O levantamento, realizado entre 1º de janeiro e 8 de outubro, indica que a maioria dos registros ocorreu na reta final da campanha. Setembro foi o mês com maior incidência, somando 17 procedimentos, enquanto os primeiros oito dias de outubro registraram outros sete casos.
Além da capital, Várzea Grande apresentou cinco procedimentos, seguida por Rondonópolis com três e Sinop com dois. Outras oito cidades, incluindo Sorriso, Cáceres e Alta Floresta, registraram um procedimento cada. Juntas, Cuiabá e Várzea Grande somam 18 ocorrências, cerca de 58% do total de MT.
O MPT-MT explicou que o número final de 31 registros resultou de uma filtragem de 53 dados iniciais, para excluir duplicidades e um procedimento promocional. O órgão ressaltou que a existência de um procedimento administrativo não comprova a irregularidade nem a punição dos responsáveis.
O assédio eleitoral é caracterizado pelo uso de autoridade por chefes ou empregadores para constranger trabalhadores a votar ou apoiar candidatos. A prática pode incluir ameaças de demissão e imposição de propaganda no ambiente de trabalho, ferindo a liberdade de consciência e o sigilo do voto.
As condutas de assédio podem gerar responsabilizações nas esferas cível, criminal, trabalhista e eleitoral. O levantamento ocorre em um contexto de preparação para o segundo turno da eleição presidencial, previsto para 25 de outubro.
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