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Política

TRE-MT nega mudanças em massa de locais de votação em Mato Grosso

Secretário de Tecnologia do órgão esclarece que dados do TSE refletem atualizações de sistema e não transferências generalizadas de eleitores.

Por Redação VORA News
TRE-MT nega mudanças em massa de locais de votação em Mato Grosso

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), em Cuiabá, negou a ocorrência de mudanças generalizadas nos locais de votação para o segundo turno das eleições de 2026. O secretário de Tecnologia da Informação do órgão, Leon Santos, explicou que informações sobre milhares de alterações originaram-se de um painel dinâmico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com Leon Santos, Mato Grosso registrou apenas uma alteração efetiva de local de votação comparado ao primeiro turno. A mudança ocorreu devido a danos estruturais causados por uma tempestade em uma escola, o que levou a Justiça Eleitoral a transferir os eleitores para outra unidade a menos de um quilômetro de distância.

O secretário mencionou que a mudança pode ter ocorrido em Colniza ou Cotriguaçu, mas não confirmou a cidade exata. Sobre Várzea Grande, ele esclareceu que, embora a cidade tenha aparecido nos registros de alterações, o local indicado já havia sido utilizado no primeiro turno, não havendo nova transferência de eleitores.

A polêmica surgiu após dados do TSE serem usados em debates políticos, indicando inicialmente mais de 4 mil locais alterados. Leon Santos afirmou que o painel do TSE é atualizado continuamente pelos cartórios eleitorais, e que o número de registros caiu de 4 mil para pouco mais de 2 mil e, posteriormente, para cerca de 400.

O secretário ressaltou que o TSE não fez anúncios antecipados de mudanças, pois o sistema funciona de forma dinâmica ao longo do ano. Ele destacou que a rotina de atualização dos sistemas segue o padrão de pleitos anteriores e que os dados podem ser usados para sustentar narrativas políticas.

Mudanças reais de locais de votação acontecem em casos excepcionais, como reformas, desabamentos ou problemas de infraestrutura. Nessas situações, os cartórios buscam unidades próximas para garantir o acesso às urnas, e a comunicação é feita diretamente aos eleitores afetados.

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