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Receita do milho em Mato Grosso não cobre custo total na safra 26/27

Projeções do Imea indicam que a receita bruta supera o custo efetivo, mas fica abaixo do custo operacional total por hectare.

Por Redação VORA News
Receita do milho em Mato Grosso não cobre custo total na safra 26/27

A receita projetada para a safra de milho 2026/27 em Mato Grosso é suficiente para cobrir o Custo Operacional Efetivo (COE), mas permanece inferior ao Custo Operacional Total (COT), conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O COE foi estimado em R$ 5.508,23 por hectare, o que representa um aumento de 14,61% comparado à safra anterior. Com a produtividade prevista em 119,64 sacas por hectare e o preço médio de setembro em R$ 48,69 por saca, a receita bruta calculada é de R$ 5.824,88 por hectare, ficando 5,75% acima do COE.

A rentabilidade é comprometida quando são somados o pró-labore e as depreciações. O COT chega a R$ 6.070,09 por hectare, valor que supera a receita projetada em 4,04%. O Imea aponta que a alta dos custos foi causada por despesas financeiras, custos de pós-produção e encarecimento de insumos.

O cenário torna a rentabilidade vulnerável a preços menores ou a novas quedas de produtividade. Caso ocorra deterioração nesses índices, a diferença entre a receita e o custo total pode aumentar.

A soja também apresenta custos mais elevados para a safra 2026/27 em MT. O custo total da cultura foi fixado em R$ 8.210,31 por hectare, alta de 6,96% em relação à safra 2025/26, impulsionada pelos defensivos agrícolas e operações mecanizadas, que subiram 10,10% e 23,85%, respectivamente.

O custeio da soja fechou em R$ 4.324,87 por hectare, com alta de 3,43%. O impacto foi reduzido devido à queda de 21,96% no preço das sementes. O Imea alerta ainda para os riscos de produtividade causados pelo El Niño, o que torna o preço de venda decisivo para a rentabilidade do produtor.

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