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Juíza de Cuiabá é denunciada ao CNJ por investigação informal contra defensor

Defensor público alega que magistrada suspendeu sessão do júri para apurar suposta conversa com réu na recepção do Fórum em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Juíza de Cuiabá é denunciada ao CNJ por investigação informal contra defensor

O defensor público Bruno Cury de Moraes apresentou uma reclamação disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mato Grosso. O documento, assinado em 7 de outubro, relata que a magistrada teria conduzido uma investigação informal contra ele durante uma sessão do Tribunal do Júri ocorrida em 17 de setembro.

De acordo com a peça, a juíza suspendeu os trabalhos por quase duas horas para que servidores do gabinete apurassem se o defensor havia conversado com o réu na recepção do Fórum. Embora a suspeita tenha sido descartada após a análise de imagens e contato telefônico com o acusado, o defensor afirma que a magistrada usou o episódio para negar pedidos da defesa e que a ata da sessão omitiu a suspensão e os fatos ocorridos.

O defensor relata que, após a retomada da sessão, a juíza negou seus pedidos alegando que não faziam sentido, pois ele teria estado com o réu no dia. Na ocasião, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins solicitou o envio de cópias do processo para apurar crime de fraude processual. O defensor afirma que a juíza não rejeitou o pedido nem informou que a suspeita já havia sido afastada.

A reclamação aponta divergências na ata do julgamento, que registraria horários diferentes e omitiria o pedido principal da defesa, além de classificar a solicitação como nulidade de algibeira. O defensor, residente em Campo Verde, assinou o documento sem ler a íntegra, sob a informação de que a ata continha um pedido de desculpas da magistrada.

A juíza Mônica Perri já é alvo de outra reclamação no CNJ, movida pela OAB de Mato Grosso e pelo Conselho Federal da Ordem, devido a um episódio em dezembro de 2025. Naquela ocasião, a magistrada teria dito a frase que se dane ao ordenar a retirada de membros da Comissão de Prerrogativas do plenário. O caso foi enviado para apuração na Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso em agosto.

Nesta nova denúncia, o defensor solicita que a investigação permaneça no CNJ para evitar influência sobre testemunhas que trabalham sob a autoridade da juíza. Ele pede a abertura de processo administrativo disciplinar, a gravação integral da sessão e as imagens das câmeras do Fórum. A conduta do promotor é objeto de reclamação distinta no Conselho Nacional do Ministério Público.

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