Vereador cobra dados sobre operação do Gaeco em Várzea Grande, MT
Bruno Rios solicitará informações oficiais para avaliar providências no Legislativo após investigação de corrupção.

O vereador Bruno Rios, do PL, anunciou que enviará um requerimento para cobrar informações oficiais sobre a Operação Cathedra Venalis em Várzea Grande, Mato Grosso. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investiga suspeitas de corrupção e irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.
A operação teve como alvos 15 parlamentares, sendo treze de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Entre os investigados está o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, do MDB. Rios afirmou que os dados solicitados serão utilizados para analisar as medidas que deverão ser adotadas pelo Legislativo.
A investigação do Gaeco começou após denúncias de um grupo composto por agentes públicos e vereadores. As suspeitas envolvem crimes de extorsão, chantagem, corrupção, ameaças e cárcere privado. A denúncia de cárcere privado refere-se a um suposto confinamento de 12 vereadores em uma chácara, organizado por Wanderley Cerqueira para garantir apoio antes da votação.
Durante sessão ordinária na última terça-feira, Bruno Rios e Wanderley Cerqueira protagonizaram um desentendimento. O presidente da Casa afirmou que o vereador iria pagar, ao que Rios reagiu dizendo que não aceitaria ameaças e que não era responsável pelas apurações policiais.
Rios declarou que o colega tentou imputar a terceiros atos por ele praticados e ressaltou que cada parlamentar responde por suas próprias ações. O vereador manifestou estranheza pelo número de investigados, incluindo parlamentares de Cuiabá, e defendeu que a Justiça seja feita.
A disputa pela Mesa Diretora do biênio 2027/2028, autorizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, foi vencida por Cerqueira contra Lucas do Chapéu do Sol. No entanto, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, anulou o pleito em maio após reclamação de Bruno Rios, alegando descumprimento de prazos para a votação.
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