Cuiabá lidera registros de assédio eleitoral em Mato Grosso
MPT-MT contabilizou 31 procedimentos relacionados à prática entre janeiro e outubro de 2026.
O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) registrou 31 procedimentos de assédio eleitoral no estado entre 1º de janeiro e 8 de outubro de 2026. A capital, Cuiabá, apresenta o maior volume de casos, com 13 registros, seguida por Várzea Grande com cinco e Rondonópolis com três.
O levantamento aponta que setembro foi o mês com maior incidência, somando 17 registros, o que representa mais da metade do total. Em outubro, até o dia 8, foram autuados outros sete procedimentos. Abril teve três casos, agosto dois, enquanto março e maio registraram um cada.
Outras cidades de MT também aparecem na lista. Sinop contabilizou dois registros e oito municípios tiveram um caso cada: Alta Floresta, Brasnorte, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Juína, Pontes e Lacerda, Ribeirãozinho e Sorriso.
O relatório inicial continha 53 registros, mas o número foi reduzido para 31 após a exclusão de duplicidades e de um procedimento promocional institucional. O MPT-MT esclarece que a filtragem não comprova denúncias independentes, pois isso depende da análise dos procedimentos de origem.
O órgão explica que o assédio eleitoral acontece quando superiores hierárquicos pressionam ou constrangem funcionários para influenciar votos ou apoios a candidatos. A prática pode envolver ameaças de demissão ou uso de reuniões de trabalho para promoção política.
A conduta é considerada uma violação da liberdade de voto. Dependendo do caso, o responsável pode enfrentar consequências nas esferas criminal, cível, eleitoral e trabalhista.
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