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Fiscal da Prefeitura de Sinop é preso em aeroporto por corrupção em MT

Servidor era alvo da Operação Mãos à Obra e desembarcava de viagem ao Caribe quando foi detido pelo Gaeco.

Por Redação VORA News
Fiscal da Prefeitura de Sinop é preso em aeroporto por corrupção em MT

O fiscal de obras da Prefeitura de Sinop, Eliseu Rodrigues de Carvalho, foi preso nesta quinta-feira, 29, no aeroporto da cidade, em Mato Grosso. O servidor desembarcava de uma viagem à República Dominicana e era um dos seis alvos de prisão preventiva na segunda fase da Operação Mãos à Obra.

A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), investiga um esquema de corrupção para a certificação de obras irregulares. Na quarta-feira, 28, outras cinco pessoas foram presas e 17 mandados de busca e apreensão foram executados.

As investigações apontam que servidores da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação teriam recebido aproximadamente R$ 2,5 milhões em propina ao longo de dez anos. O valor teria sido pago por uma construtora para a emissão fraudulenta de documentos de habite-se.

A promotora Roberta Cheregati Sanches, da 4ª Promotoria Criminal de Sinop, explicou que um servidor atuava como líder, viabilizando a aprovação de construções irregulares, especialmente quitinetes. Esse funcionário intermediava as neginas e repassava valores a outros fiscais para evitar vistorias nos canteiros de obras.

Foram identificados 106 imóveis em funcionamento em diversos bairros de Sinop com certidões fraudulentas vinculadas à construtora investigada. O esquema permitia que compradores adquirissem os imóveis com a garantia de documentação pronta.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 80 milhões do grupo e da empresa, além do sequestro de até R$ 3 milhões de ativos financeiros de cada investigado. Seis agentes públicos foram afastados cautelarmente e as atividades financeiras da empresa foram suspensas.

O Gaeco informou que as investigações prosseguem e que as medidas visam preservar bens para eventual reparação de danos aos cofres públicos. O órgão ressaltou que os investigados possuem direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

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