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Política

MP apura falas do prefeito de Cuiabá sobre demissões políticas

Investigação preliminar analisa se declarações de Abilio Brunini feriram princípios da administração pública em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
MP apura falas do prefeito de Cuiabá sobre demissões políticas

O Ministério Público de Mato Grosso iniciou uma apuração preliminar sobre declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. A promotora Lindinalva Correia Rodrigues, da 35ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, determinou a medida nesta quinta-feira, 29, após relatos de que o prefeito teria sugerido que eleitores do presidente Lula deixassem seus empregos se tivessem patrões bolsonaristas.

O procedimento, registrado como notícia de fato, busca reunir informações para avaliar a necessidade de novas medidas. A investigação foi motivada por uma reportagem que indica que a sugestão teria sido feita em tom de ironia ao tratar de demissões por motivos políticos.

A promotoria pretende esclarecer o contexto das falas e se Abilio Brunini estava no exercício do cargo ou em ambiente político-partidário. Também será apurado se houve a utilização de servidores, recursos públicos, serviços ou canais institucionais para a produção e divulgação do conteúdo.

No despacho, a promotora ressaltou que a opinião política não configura improbidade administrativa, mas que agentes públicos devem seguir a impessoalidade e a moralidade. A definição de um eventual enquadramento legal dependerá da apuração dos fatos e dos requisitos previstos em lei.

Cópias do processo foram enviadas à Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso e ao Núcleo de Atuação Judicial Criminal das Promotorias de Justiça de Cuiabá para análise de possíveis repercussões nas esferas eleitoral e criminal.

Paralelamente, o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso registrou um aumento em denúncias de assédio eleitoral. Entre 26 e 28 de outubro, o órgão recebeu 31 relatos, superando a metade das 61 denúncias registradas desde janeiro.

O MPT-MT informou ainda a instauração de 25 inquéritos civis e a expedição de 31 recomendações este ano. Não há indicação de vínculo entre esses procedimentos trabalhistas e a apuração sobre as falas do prefeito.

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