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Estresse térmico ameaça produção de leite em Mato Grosso

Especialistas alertam para a necessidade de manejo preventivo para evitar queda na produtividade e doenças no rebanho.

Por Redação VORA News
Estresse térmico ameaça produção de leite em Mato Grosso

A chegada do El Niño traz alertas para os produtores de leite em Mato Grosso sobre os riscos do estresse térmico. Especialistas do setor advertem que os danos ao organismo do gado ocorrem antes mesmo de haver uma redução visível no volume de leite captado.

O comportamento dos animais indica a necessidade de intervenção imediata. Sinais como respiração ofegante com a boca aberta, excesso de salivação, permanência prolongada em pé e a busca constante por sombra e água são indicadores clássicos de desconforto.

Durante períodos de mormaço intenso, a vaca utiliza grande parte de sua energia metabólica para regular a temperatura do corpo. Esse processo reduz o apetite, diminuindo o consumo de ração e pastagem, o que impacta a quantidade de leite e os níveis de proteína e gordura.

A coordenação técnica de nutrição animal destaca que o desconforto térmico facilita o surgimento de doenças. Entre os problemas citados estão distúrbios nos cascos, inflamações nas tetas, conhecidas como mastite, e prejuízos na taxa reprodutiva.

Para manter a rentabilidade e o bem-estar animal, técnicos recomendam a implementação de medidas práticas no manejo diário da fazenda. A orientação é que o criador não espere a queda na produção para agir.

A observação constante do rebanho e os ajustes preventivos no manejo são apontados como as únicas formas de garantir o lucro e a sobrevivência da atividade leiteira diante de temperaturas extremas.

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