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Servidora do TCE em Cuiabá é investigada por saques de R$ 3,5 milhões

Roseli Loss é apontada pela Polícia Federal como responsável por retiradas de dinheiro vivo no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Servidora do TCE em Cuiabá é investigada por saques de R$ 3,5 milhões

A secretária-executiva do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Roseli Loss, é investigada pela Polícia Federal por realizar saques que somam R$ 3.520.600 em espécie. As retiradas ocorreram em contas vinculadas a um núcleo investigado no órgão em Cuiabá, sendo registradas por câmeras de segurança de uma agência do Sicoob dentro do próprio tribunal.

De acordo com decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Roseli teria entregue valores a Adriangelo Barros Antunes em seis ocasiões. A servidora é descrita como parte do círculo de confiança do presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, para quem já realizava saques desde 2024, incluindo montantes de R$ 200 mil em fevereiro e R$ 340 mil em abril daquele ano.

A investigação, parte da Operação Tomada de Contas, apura crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a administração pública. A Polícia Federal analisa se a suspensão de contratos administrativos serviu para pressionar fornecedores e se há irregularidades em pagamentos e movimentações financeiras atípicas.

Nas redes sociais, a servidora publicou vídeos e fotos de viagens de luxo para destinos como Nova York, Paris, Londres e Orlando, além de hospedagens em locais sofisticados em São Paulo e no Ceará. Em uma de suas publicações, Roseli utilizou um áudio que ironiza a possibilidade de a Receita Federal questionar a incompatibilidade entre seu saldo bancário e seu padrão de vida.

A operação deflagrada nesta quinta-feira, dia 29, mobilizou mais de 180 policiais federais com mandados de busca e apreensão e prisões preventivas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Além de Roseli, foram presos Sérgio Ricardo, Adriangelo Barros Antunes, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.

Embora as publicações de ostentação tenham chamado a atenção, as informações divulgadas sobre a investigação ainda não comprovam que os gastos e viagens exibidos no Instagram tenham sido custeados com recursos ilícitos.

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