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Defesa de médico critica imprensa após morte de paciente em Cuiabá

Advogados de Euller Gustavo Preza afirmam que processos judiciais antigos não têm relação com o óbito ocorrido em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Defesa de médico critica imprensa após morte de paciente em Cuiabá

A assessoria do médico Euller Gustavo Preza, responsável pela cirurgia plástica que resultou na morte de Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, em Cuiabá, Mato Grosso, acusou a imprensa de tentar criar uma imagem negativa do profissional. Em nota divulgada nesta segunda-feira (19), a defesa criticou a divulgação de processos judiciais cíveis, afirmando que tais ações não possuem relação com o óbito registrado na última sexta-feira (16).

De acordo com a defesa, as publicações recentes focaram no histórico judicial do médico em vez de se concentrarem na morte da paciente. O comunicado sustenta que Euller atua na medicina há mais de 20 anos, realizou milhares de procedimentos e respondeu a um número reduzido de ações cíveis, o que não permitiria a avaliação negativa de sua trajetória profissional.

A assessoria ressaltou que a causa da morte de Lourdes ainda está sob perícia e que utilizar registros de períodos e procedimentos distintos para sugerir responsabilidade do médico representa um julgamento antecipado. A defesa também criticou a exposição de dados de saúde de antigas pacientes, alegando que tais informações são protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha faleceu durante procedimentos de lipoaspiração e colocação de próteses mamárias no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá. A equipe médica informou que houve uma intercorrência súbita, levando à interrupção da cirurgia e a manobras de reanimação por cerca de duas horas, que não tiveram sucesso.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância sigilosa para apurar as circunstâncias do caso. O órgão destacou que a abertura do procedimento não significa uma condenação antecipada do profissional.

O advogado Alex Cardoso, representante de Euller, afirmou que o médico possui longa trajetória e nunca havia perdido um paciente. Ele defendeu que qualquer conclusão sobre erro médico depende de apuração dos fatos e perícia técnica.

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