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Defensor aciona CNJ contra juíza de Cuiabá por irregularidades em júri

Bruno Cury de Moraes pede processo administrativo contra magistrada da 1ª Vara Criminal de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Defensor aciona CNJ contra juíza de Cuiabá por irregularidades em júri

O defensor público Bruno Cury de Moraes apresentou uma reclamação disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza Monica Catarina Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. O pedido visa a apuração de condutas e a abertura de processo administrativo disciplinar devido a supostas irregularidades em uma sessão do Tribunal do Júri ocorrida em 17 de setembro, em Mato Grosso.

De acordo com a representação, o defensor teria sido alvo de uma averiguação informal após orientar, na recepção do Fórum, uma pessoa com tornozeleira eletrônica que não era o réu do processo. Bruno Cury afirma que a magistrada suspendeu a sessão por quase duas horas sem explicar o motivo, enquanto servidores do gabinete checavam imagens de segurança e fotografias para verificar se ele havia conversado com o acusado.

O documento relata que, ao retomar os trabalhos, a juíza teria dito que os questionamentos da defesa não faziam sentido por causa do contato do defensor com o réu. Na ocasião, o promotor de Justiça solicitou o envio de cópias para investigar um possível crime de fraude processual atribuído ao defensor, o que levou à dissolução do Conselho de Sentença e ao adiamento do julgamento.

A reclamação aponta ainda falhas na ata da sessão, como a omissão de protestos da defesa, a ausência de registros sobre a suspensão dos trabalhos e divergências no horário de início do ato. O defensor solicita que o CNJ obtenha a gravação audiovisual da sessão, imagens de segurança e ouça testemunhas, incluindo jurados e servidores do gabinete.

Bruno Cury pede que o caso seja analisado junto a outro episódio ocorrido em dezembro de 2025, quando membros da Comissão de Prerrogativas da OAB-MT foram retirados de um plenário presidido pela mesma juíza. Ele argumenta que as situações são semelhantes no tratamento dado aos profissionais de defesa e requer que a apuração seja conduzida diretamente pelo órgão nacional.

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