Obras em rodovias de Mato Grosso demandam R$ 4,1 bilhões para conclusão
Cinco projetos do governo federal em MT estão aptos a receber emendas parlamentares em 2027.

Cinco obras federais em rodovias de Mato Grosso necessitam de R$ 4,16 bilhões para serem finalizadas. As informações constam na Portaria nº 859, publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro dos Transportes, George Santoro. O custo total dos projetos soma R$ 4,57 bilhões, com R$ 403,8 milhões executados e R$ 241,9 milhões pagos até o momento.
A adequação da BR-163, no trecho entre Rondonópolis, Cuiabá e Posto Gil, representa o maior investimento, com custo de R$ 2,14 bilhões. De acordo com a tabela do ministério, a obra não possui quilômetros concluídos e apresenta orçamento executado zerado, respondendo por mais da metade do montante que falta para as cinco intervenções.
A construção da BR-242, entre Sorriso e Ribeirão Cascalheira, custa R$ 1,16 bilhão, com R$ 1,06 bilhão ainda pendente. Já o trecho da BR-158, entre Ribeirão Cascalheira e a divisa com o Pará, soma R$ 750 milhões em custo total, tendo 5,42 quilômetros prontos e a necessidade de R$ 516,5 milhões adicionais.
Em Cuiabá, o contorno rodoviário que interliga as BRs 070, 163 e 364 tem custo de R$ 365 milhões, com R$ 320,4 milhões a investir e nenhum quilômetro entregue. O contorno de Barra do Garças, na BR-070, é a obra com maior avanço físico, com 10 quilômetros concluídos e R$ 116,7 milhões restantes de um total de R$ 150 milhões.
A portaria também inclui a recuperação e restauração de rodovias federais em MT como ação contínua. Projetos que já receberam emendas de comissão ou bancada anteriormente possuem preferência na distribuição de recursos até a conclusão, conforme a legislação.
Para receber os valores, as emendas devem indicar projetos no Cadastro Integrado de Projetos de Investimento, com cronograma, estudos e delimitação geográfica. O ministério não aceita recursos para a compra de equipamentos e pode travar a execução caso os critérios técnicos não sejam cumpridos.
A definição de quais obras serão priorizadas e a indicação dos beneficiários permanecem sob a responsabilidade de senadores e deputados. No caso de emendas de bancada divisíveis, cada parte deve ter, no mínimo, 10% do valor total.
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