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Gilmar Mendes nega retorno de Cabeça Branca para presídio em Cuiabá

Ministro do STF manteve detento em sistema federal para evitar reorganização do tráfico de drogas.

Por Redação VORA News
Gilmar Mendes nega retorno de Cabeça Branca para presídio em Cuiabá

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, para deixar o Sistema Penitenciário Federal. O detento solicitava a transferência para a Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, Mato Grosso, ou para uma unidade próxima a Londrina, no Paraná.

Preso em Sorriso, MT, em julho de 2017, o homem é apontado pela Polícia Federal como um dos maiores traficantes da América do Sul. O ministro fundamentou a decisão na gravidade dos crimes, na periculosidade do preso e em sua capacidade de articulação fora da prisão, justificando a permanência em segurança máxima.

O Superior Tribunal de Justiça indica que Cabeça Branca liderava organização criminosa de lavagem de dinheiro e tráfico internacional. Entre 2014 e 2017, o grupo teria negociado 27 toneladas de cocaína, com valores estimados em 138,2 milhões de dólares. Ele responde por diversos crimes, incluindo porte ilegal de armas e uso de identidade falsa.

A defesa, representada pelo advogado Rafael Junior Soares, alegou que o preso de 66 anos não possui faltas disciplinares e não integra facções. O advogado citou a idade da mãe do detento, de 93 anos, e a dificuldade de visita do filho menor por questões financeiras para pedir a mudança de regime.

O diretor do Sistema Penitenciário Federal e a 23ª Vara Federal de Curitiba manifestaram-se contra a volta ao sistema estadual. Foram citados o histórico de liderança no tráfico, a rede de contatos e a existência de recursos financeiros ainda não localizados como motivos para a renovação da permanência por três anos.

Gilmar Mendes utilizou precedentes do STF que permitem a prorrogação em presídios federais para garantir a segurança pública. O STJ reforçou que o direito ao convívio familiar não é absoluto e deve ser secundário diante de razões concretas de segurança.

Cabeça Branca foi capturado na Operação Spectrum, em Sorriso, onde se passava por produtor rural usando identidade falsa. De acordo com a Polícia Federal, ele teria realizado cirurgias plásticas no rosto para evitar a captura por quase 30 anos.

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