Vereador de Cuiabá minimiza denúncia por vídeo falso contra o PT
Rafael Ranalli afirma que não foi indiciado e que removeu a publicação após constatar que o conteúdo era inverídico.

O vereador de Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), afirmou nesta quarta-feira (22) que não recebeu notificação oficial ou indiciamento da Polícia Civil ou do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A declaração ocorre após o parlamentar ser denunciado por publicar um vídeo que associava o Partido dos Trabalhadores (PT) a um suposto ritual de invocação.
A representação enviada aos órgãos de controle questiona a divulgação de imagens de uma apresentação do cantor Joia de Couro na 4ª Marcha para Exu, ocorrida em São Paulo. Ranalli compartilhou o material afirmando que a campanha de Lula havia virado um ritual, mas agências de checagem apontaram que as imagens não eram de manifestação do partido.
O parlamentar alegou que compartilhou o conteúdo sem saber que estava fora de contexto e que realizou uma verificação inicial antes da postagem. Após descobrir que o vídeo era falso, Ranalli removeu a publicação, a pedido da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, e divulgou uma retratação em suas redes sociais.
Ranalli declarou estar acostumado a receber denúncias motivadas por suas publicações na internet. O vereador citou outros episódios, como críticas sobre a região Nordeste e discussões sobre projeto que proíbe pessoas trans no esporte feminino, para justificar que não se surpreende com a nova representação.
Além deste caso, o parlamentar é alvo de outras ações. Em maio, a Polícia Civil investigou supostas ofensas contra o vereador Daniel Monteiro na Câmara de Cuiabá. Ele também responde a processos movidos pela Defensoria Pública do Estado e pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso.
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