Fecomércio-MT alerta para riscos econômicos do fim da escala 6x1 em Cuiabá
Entidade aponta possibilidade de aumento de custos e redução de postos de trabalho em Mato Grosso.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Tião da Zaeli, manifestou preocupação com as consequências econômicas do fim da escala de trabalho 6x1. A proposta foi aprovada em dois turnos pelo Senado Federal na última quarta-feira, dia 14, contando com o apoio total da bancada de MT, composta por três senadores e oito deputados federais.
Para Tião da Zaeli, a medida pode gerar a necessidade de redistribuir turnos, realizar novas contratações e incentivar a automatização de serviços. O dirigente alertou que tais mudanças podem resultar na redução do quadro de funcionários no estado.
O presidente da federação destacou que alterações na jornada de trabalho exigem adequação de custos e reorganização operacional. Segundo ele, esses fatores podem impactar a gestão de pessoal, a competitividade e a manutenção das vagas de emprego.
A Fecomércio-MT defende que a questão seja resolvida por meio de negociações coletivas entre empresas e sindicatos. A entidade também criticou a análise da proposta durante o período eleitoral, apesar de o texto tramitar há meses no Congresso Nacional.
A federação afirmou reconhecer a importância de melhorar a qualidade de vida e as condições de trabalho. Contudo, a instituição argumenta que a mudança demanda diálogo amplo e embasamento técnico para avaliar os impactos nos setores de turismo, serviços e comércio, que são fundamentais para a renda e o emprego em Mato Grosso.
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