Deputados aprovam incentivo para aposentadoria de servidores do TJMT em Cuiabá
Projeto de lei prevê indenização financeira para funcionários efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que optarem pela inatividade.

A Assembleia Legislativa aprovou em primeira votação, nesta quarta-feira (04.11), o projeto de lei que cria o Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI) para servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá.
A proposta estabelece o pagamento de indenizações para quem já cumpriu ou vier a cumprir os requisitos para a aposentadoria voluntária. O cálculo considerará o tempo de serviço no Judiciário, a idade para a aposentadoria compulsória e verbas como abono de permanência e auxílio-alimentação.
O servidor terá direito a 15% da remuneração mensal por ano de serviço prestado e 15% por ano que faltar para a idade compulsória. Além disso, serão pagos 100% de benefícios como auxílio-alimentação e abono de permanência, multiplicados pelos meses restantes para a aposentadoria compulsória, com limite de 18 meses.
O pagamento poderá ser feito em parcela única ou parcelado, dependendo do edital e da disponibilidade financeira do Judiciário, sendo liberado após a publicação da aposentadoria. O benefício é vedado a servidores que respondam a processos disciplinares ou judiciais que possam levar à perda do cargo ou devolução de valores ao erário.
O desembargador José Zuquim Nogueira, presidente do TJMT, justificou que a medida estimula a saída de quem já pode se aposentar, mas permanece na ativa para evitar a redução de renda. O Tribunal argumenta que a transformação digital e a inteligência artificial exigem a renovação dos quadros e novas competências.
A proposta prevê que os custos serão arcados pelo orçamento do próprio Poder Judiciário, com regulamentação feita pelo Conselho da Magistratura. O programa também visa reduzir despesas a longo prazo ao interromper o pagamento do abono de permanência.
Após a adesão, a aposentadoria será irreversível e o servidor ficará impedido de assumir cargos comissionados no Judiciário estadual por cinco anos. O projeto ainda passará por nova análise dos deputados antes de seguir a tramitação.
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