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Política

Prefeito afasta quatro servidores por suspeita de propina em Sinop, MT

Medida de 120 dias atende determinação judicial após operação do Gaeco investigar corrupção em obras e projetos imobiliários.

Por Redação VORA News
Prefeito afasta quatro servidores por suspeita de propina em Sinop, MT

O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, determinou o afastamento de quatro servidores municipais por 120 dias. A decisão, publicada no Diário Oficial de Contas do Tribunal de Contas de Mato Grosso, tem efeitos retroativos a 29 de outubro e cumpre uma ordem judicial decorrente da Operação Mãos à Obra, Fase II.

Os afastados pertencem à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. São eles: o engenheiro civil Júlio Henrique Verdu Garcia, os fiscais Valdinei Monteiro da Silva e Lucemar Felix, e o auxiliar de serviços gerais Antonio Benedito Rodrigues. Júlio Henrique e Valdinei Monteiro foram presos preventivamente.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, a investigação apura a cobrança de propina para agilizar processos administrativos, emitir pareceres técnicos e regularizar projetos imobiliários. As irregularidades teriam ocorrido entre 2017 e 2026, envolvendo servidores e empresários da construção civil para evitar fiscalizações.

A operação do Gaeco resultou em cinco prisões preventivas, incluindo Fernando Dante Morari, Agnaldo Rael da Silva e Débora Alvarenga Nakanishi da Silva. A juíza Laura Dorilêo Cândido manteve as prisões após audiência de custódia, enquanto as defesas solicitaram a revogação das medidas ou alternativas cautelares.

A Justiça determinou ainda a busca e apreensão contra 17 alvos, o bloqueio de até R$ 80 milhões em bens e a suspensão das atividades da empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda. No total, a decisão judicial estabeleceu o afastamento cautelar de seis agentes públicos.

A Prefeitura de Sinop informou que o município e a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação não são alvos da investigação. O Gaeco ressaltou que as medidas cautelares não comprovam responsabilidade criminal definitiva e que os investigados possuem direito à ampla defesa.

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