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Política

Max Russi comenta operação da PF no TCE em Cuiabá, Mato Grosso

Presidente da Assembleia Legislativa defende aposentadoria de servidor preso e afirma que a Casa acompanhará as investigações.

Por Redação VORA News
Max Russi comenta operação da PF no TCE em Cuiabá, Mato Grosso

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, manifestou preocupação com a Operação Tomada de Contas, conduzida pela Polícia Federal em Cuiabá. A ação investiga um suposto esquema de propina, lavagem de dinheiro e desvio de recursos no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), envolvendo o presidente da Corte, Sérgio Ricardo, e outros servidores.

Russi afirmou que a Assembleia Legislativa acompanhará o andamento do caso e adotará as providências necessárias dentro de suas atribuições caso sejam confirmadas irregularidades que envolvam a instituição ou seus funcionários. O parlamentar destacou que, se as denúncias forem comprovadas, a gravidade dos fatos exige medidas proporcionais.

Sobre a prisão preventiva do procurador Grhegory Paiva Pires, o deputado explicou que o servidor pertence ao quadro efetivo da Assembleia, mas estava cedido ao TCE-MT desde fevereiro de 2020 para atuar como consultor jurídico-geral. Segundo Russi, a cessão ocorreu a pedido do Tribunal e sem custos de remuneração para o Legislativo.

O presidente da Casa manifestou o desejo de que Grhegory seja aposentado para que não retorne às atividades no Parlamento estadual. No entanto, Russi reconheceu que qualquer medida contra o servidor concursado depende de processos administrativos, como a abertura de PAD, e do cumprimento dos requisitos legais para a aposentadoria.

A Operação Tomada de Contas, iniciada em 29 de outubro, apurou movimentações financeiras suspeitas que somam R$ 75,8 milhões em menos de dez meses de 2025. A Polícia Federal investiga o uso de contratos administrativos para pressionar fornecedores e a liberação de pagamentos por vias irregulares.

Além de Sérgio Ricardo e Grhegory Paiva, foram presos Felipe José Glinke, Gustavo Fernandes da Silva, Adriangelo Barros Antunes e Roseli Loss. A Justiça determinou o sequestro de bens e o afastamento de integrantes do Tribunal de Contas.

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