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Política

Prefeita de Várzea Grande nomeia Silvio Fidélis para nova secretaria em MT

Secretário de Governo passa a acumular a pasta de Administração para conduzir reforma municipal.

Por Redação VORA News
Prefeita de Várzea Grande nomeia Silvio Fidélis para nova secretaria em MT

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, oficializou a nomeação de Silvio Fidélis para comandar a Secretaria de Administração. A mudança, publicada no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado de Mato Grosso, faz com que o servidor acumule a nova função com a Secretaria de Governo, sem aumento salarial.

De acordo com a prefeitura, Fidélis será o responsável por coordenar a reforma administrativa da cidade. A gestão municipal justifica a manutenção do secretário como peça fundamental para as negociações com a Câmara de Vereadores, especialmente durante o período de calamidade financeira, com impacto mensal de R$ 19 milhões em precatórios.

A nomeação ocorre apesar de a própria prefeita ter denunciado Fidélis ao Ministério Público de Mato Grosso e ao Tribunal de Contas do Estado. A denúncia, baseada em auditoria da Controladoria-Geral do Município, aponta um rombo de R$ 6,2 milhões por superfaturamento em contrato de transporte escolar assinado quando ele era secretário de Educação na gestão de Kalil Baracat.

As investigações indicam que a empresa Allegratur Agência de Viagens e Turismo Ltda. cobrava trajetos com quilometragem superior a 100% do percorrido. O Ministério Público também identificou um suposto cartel entre as empresas Allegratur, Eva Tur Transportes Ltda. e Doannytur Agência de Viagens & Turismo Ltda. para fraudar a licitação.

O histórico do contrato inclui relatos de ônibus com cintos quebrados, poltronas rasgadas e ausência de faróis ou extintores. Em maio, o Ministério Público recomendou a demissão de Fidélis e, em agosto, o juiz Francisco Ney Gaíva determinou seu afastamento para evitar a pressão sobre servidores e a obstrução de provas.

Em sua defesa, Silvio Fidélis afirma que a assinatura da licitação e do contrato teve caráter meramente formal. O secretário alega que não possuía responsabilidade direta sobre a medição dos trajetos ou a aprovação dos pagamentos efetuados à empresa.

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