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Pedidos de recuperação judicial no agro caem em Mato Grosso e no Brasil

Solicitações recuaram 20,7% no segundo trimestre de 2026, com MT concentrando a maior fatia nacional.

Por Redação VORA News
Pedidos de recuperação judicial no agro caem em Mato Grosso e no Brasil

O volume de pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro apresentou queda de 20,7% no segundo trimestre de 2026. De acordo com a Serasa Experian, foram 448 solicitações entre abril e junho, enquanto no mesmo período de 2025 o número era de 565.

Mato Grosso liderou o ranking nacional com 107 pedidos, o que representa 23,9% do total do país. Em seguida estão os estados de Goiás, com 84 solicitações e 18,8% de participação, e São Paulo, com 72 pedidos e 16,1%.

A redução foi observada em três categorias: empresas da cadeia do agronegócio, empresas rurais e produtores rurais pessoas físicas. Estes últimos concentraram a maior quantidade de pedidos, mas as empresas rurais tiveram a queda mais expressiva na comparação anual.

Fatores como despesas de produção, oscilação nos preços de commodities e o custo do crédito podem impactar o caixa e dificultar o pagamento de dívidas. Por isso, a gestão do fluxo de caixa e do endividamento seguem sendo fundamentais para o setor.

O advogado especialista em reestruturação empresarial, Felipe Denki, afirma que identificar desequilíbrios precocemente amplia as chances de reorganização. Ele orienta que, ao enfrentar dificuldades, é preciso revisar o fluxo de caixa e mapear dívidas para entender a sustentabilidade das operações.

Denki ressalta que a recuperação judicial demanda análise da capacidade operacional e financeira, não sendo o endividamento sozinho o fator decisivo. O objetivo é criar uma saída sustentável para preservar a atividade econômica e os empregos.

A reorganização deve considerar impactos em parceiros comerciais, trabalhadores e fornecedores. O processo pode incluir a revisão de contratos, despesas e estratégias de gestão, além da negociação com credores.

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