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Mato Grosso lidera produção de milho e consolida setor de etanol no país

Estado respondeu por 38,5% da produção nacional de milho em 2025 e detém a liderança no biocombustível de cereais.

Por Redação VORA News
Mato Grosso lidera produção de milho e consolida setor de etanol no país

Mato Grosso consolidou sua posição como principal produtor de milho do Brasil. De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE, o estado produziu 54,298 milhões de toneladas do cereal em 2025, com uma área colhida de 7,25 milhões de hectares. O valor total dessa produção atingiu R$ 38,68 bilhões, representando aproximadamente 38,5% de todo o milho produzido no país naquele ano.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) registrou um recorde estadual na safra 2025/26, com a produção atingindo 58,036 milhões de toneladas. Para a temporada 2026/27, a projeção inicial do instituto é de 53,683 milhões de toneladas, mantendo a escala de dezenas de milhões de toneladas por ciclo.

A produção agrícola tem impulsionado a industrialização no estado, especialmente na fabricação de etanol de milho. O Imea informou que, na safra 2025/26, Mato Grosso produziu 6,18 bilhões de litros de etanol de cereais, o que equivale a cerca de 62% da produção nacional desse biocombustível. No total, somando a cana-de-açúcar, a produção estadual de etanol foi de 7,27 bilhões de litros.

A perspectiva para a safra 2026/27 é de crescimento, com projeção de 8,44 bilhões de litros de etanol no estado, um aumento de 16,08% em relação ao ciclo anterior. Especificamente para o etanol de milho, a estimativa é de 7,33 bilhões de litros, com a moagem do cereal saltando de 13,81 milhões para 16,36 milhões de toneladas.

Além do combustível, a indústria gera coprodutos para a nutrição animal, como o DDG e o DDGS. Para a safra 2026/27, a expectativa é de produzir 3,41 milhões de toneladas desses ingredientes e 338,9 mil toneladas de óleo de milho, diversificando a receita das unidades de processamento.

O cereal mato-grossense também é fundamental para a proteína animal, sendo utilizado em rações para suínos e frangos. Essa disponibilidade impacta diretamente os custos de produção da avicultura e suinocultura, além de integrar a agricultura e a pecuária em Mato Grosso.

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